Ediana, Brazilian
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I’ve been up in the air, out of my head
Stuck in a moment of emotion I’ve destroyed
Is this the end I feel
Up in the air, fucked up our life
All of the laws I’ve broken, loves that I’ve sacrificed
Is this the end?

I’ve been up in the air, lost in the night
I wouldn’t trade an eye for your lies
You lust for my life
Is this the end?

You were the love of my life
Darkness, the light
This is a portrait of the tortured, you and I
Is this the, is this the, is this the end?

I’ll wrap my hands around your neck
So tight with love, love, love
A thousand times I’ve tempted fate
A thousand times I’ve played this game
A thousand times that I have said today, today, today

Take no more
Take no more
Take no more
I’ll take no more

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roll the dice

if you’re going to try, go all the way.
otherwise, don’t even start.

if you’re going to try, go all the way.
this could mean losing girlfriends,
wives, relatives, jobs and
maybe your mind.

go all the way.
it could mean not eating for 3 or 4 days.
it could mean freezing on a park bench.
it could mean jail,
it could mean derision,
mockery,
isolation.
isolation is the gift,
all the others are a test of your
endurance, of
how much you really want to
do it.
and you’ll do it
despite rejection and the worst odds
and it will be better than
anything else
you can imagine.

if you’re going to try,
go all the way.
there is no other feeling like 
that.
you will be alone with the gods
and the nights will flame with
fire.

do it, do it, do it.
do it.

all the way
all the way.

you will ride life straight to
perfect laughter, its
the only good fight
there is.

                             Bukowski


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Pégaso, me leve além
daquilo que me convém


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and it’s hard to dance with the devil on your back, so shake him off

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I held your name inside my heart
But it got buried in my fear
It tore the wiring of my brain
I did my best to keep it clear


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   Poucos minutos antes de sair de casa eu já sei: esse dia vai ser sobre perseguir você. No caminho, dentro do ônibus e morrendo de medo a cada pessoa estranha que entra, temendo um assalto que jamais aconteceu, o dia vai ser sobre sentir medo. Chegando ao meu destino, entrando no elevador, olhando para mim mesma como se a pessoa que saiu de casa agora há pouco e essa aqui diante do espelho fossem duas pessoas totalmente distintas, me pergunto onde foi que eu errei e o motivo, Deus, de ter escolhido justo essa roupa. Olhando para as outras pessoas que vão descer três andares depois ou antes do meu, eu já sei que o dia vai ser sobre me sentir inadequada.

   Vou procurar saber da vida de quem não gosto e sentir vontade de abraçar essas pessoas, em mais um dos rodopios imbecis que o meu coração mais imbecil ainda me proporciona: esse dia vai ser sobre gostar de verdade de quem eu teoricamente detesto. Vou tecer um plano de ação para tentar consertar a porcaria que eu fiz, já me divertindo em saber que não vai dar certo. Sendo assim, acabamos de decidir que esse dia vai ser sobre agir de modo calculado e perder a mão quando começa a ficar divertido.

   Tendo um pouco de fé no que dizem e levando a sério demais os elogios recebidos com base em nada, esse dia vai ser sobre ter (achar que tenho) futuro. Definir metas. Elaborar listas. Estrear cadernos, destacar post-its. Esse dia, eu acho então, vai ser sobre começar de novo partindo de absolutamente nenhum motivo aparente para começar de novo (que merda é essa, começar de novo?).

   Investigando coisas ditas e principalmente silêncios. Perdendo o foco. Voltando. Perseguindo você, me perdendo de mim mesma. Fazendo as contas pra saber se me amam. Errando. Oscilando a todo momento: sobre o que será o dia de hoje? Chegando em casa exausta de ter começado tantos dias em um só e não ter terminado um deles sequer.

                                                             Tati Lopatiuk


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   Tenha sempre dois ou três refúgios, lugares dentro de você que te fazem bem quando tudo ao redor está mal. Vá pulando de refúgio em refúgio, correndo da decepção que o refúgio anterior te causou, quando acontecer. Pois vai acontecer. Vá andando em círculos, não importa, contanto que não deixe a tristeza te pegar. Se ela te pegar, não há refúgio que te proteja, então, corra. Vá pulando de refúgio em refúgio, seja rápida.

   Existem os filmes, as séries, as músicas, o trabalho, os estudos, os esportes, os círculos de amizade, o amor. Não há tempo para pensar em nada. Se quiser, é só ir mudando de rumo e orbitando pelos universos à sua disposição. Lembre-se de que refúgios são provisórios, não são fortalezas. Não existem fortalezas – e refúgios não vão durar por muito tempo. Então, ande rápido.

   Esse é o segredo de quem “nunca fica triste“: ter sempre para onde correr. Em um mundo desabando, tome a dianteira e pule do barco antes que ele afunde. Olhe para trás e procure os que ainda estão de pé. Alterne. Não se prenda a nada. Firme os pés na certeza de que nada é para sempre.

                                                                 Tati Lopatiuk

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